banner
ScooterApriliaSR50group-1024x684

Venda de scooters no Brasil cresce mais de 800% em 5 anos

ScooterApriliaSR50group

Em cinco anos, a venda de scooters no Brasil saiu praticamente do zero e cresceu 801,4%, passando de 3.280 unidades, em 2007, para 29.566, em 2012, segundo dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motos (Abraciclo). Em comum com as motos convencionais, estes veículos proporcionam agilidade no trânsito, mas se diferenciam pelo conforto e maior praticidade oferecidos.

Hi-Wheeled_Scooters_parking_in_Florence

Câmbio automático, assoalho para repousar os pés, maior proteção aerodinâmica e, geralmente, espaço para levar objetos embaixo do banco têm feito pessoas trocarem carros, transporte público e até motos tradicionais pelos scooters.

O segmento de motos, em geral, teve uma baixa de 20,9% nas vendas em 2012. Os emplacamentos de scooters também caíram, porém, bem menos: 5,3% sobre o ano anterior.

Em 2011, quando começou a crise no setor de duas rodas, as vendas de scooters foram 3,7% menores do que em 2010, o melhor ano do setor no Brasil, com 32.405 scooters comercializadas.

Apesar de disparar em 5 anos, os números do segmento no Brasil não impressionam quando comparados com os da Europa. Na Itália, os scooters são um ícone, como a Vespa, e representam 71,3% das vendas de motos. Em 2012, mesmo com o mercado italiano em crise, foram emplacadas 147.119 unidades, de acordo com a Ancma (Associazione Nazionale Ciclo, Motociclo e Acessori), a associação das marcas de motos no país.

No Brasil, com as atuais 30 mil unidades por ano, o segmento ainda representa apenas 1,8% das vendas de motos, que ultrapassaram 1,6 milhão em 2012. Mesmo que o uso de scooter seja cultural na Itália, e em outros países como França e Espanha, as menores vendas no Brasil também são explicadas pela baixa oferta de modelos deste tipo no país.

Líder de mercado brasileiro, a Honda oferece apenas dois scooters por aqui, enquanto, na Itália, vende 13 modelos diferentes, o que indica ainda haver muito espaço a ser explorado pelas fabricantes.

Outro ponto que tem atraído consumidores para os scooters é o fato de estes veículos serem menos visados por bandidos do que as motocicletas tradicionais, de acordo com seus proprietários.

Além de serem diferentes das motos, os scooters também podem ser confundidos com modelos do segmento Cub, como a Honda Biz e a Yamaha Crypton, mas são diferentes em sua estrutura.

Os modelos Cub têm, na maioria dos casos, câmbio do tipo semiautomático, não trazem assoalho como os scooters e geralmente existe pouco espaço para carga sob o banco ou nenhum.

Comparado a modelos de outros segmentos da mesma cilindrada, os scooters tem valor similar ou ligeiramente maior. Além disso, por contarem com câmbio automático, sua manutenção também é sensivelmente mais cara. Em caso de queda, por ser envolto em carenagens, os reparos geralmente se tornam mais caros.

Scooter-Honda-PCX-150-Indling-Stop-02

O lançamento do PCX 150 pela Honda neste ano, um modelo mundial moderno, que traz entre outros atrativos o sistema “start-stop” foi outro passo importante para o nicho. Já presente em carros mais caros, este dispositivo estreia nas motos com o PCX e desliga automaticamente o motor nos semáforos após 3 segundos parado e o religa automaticamente quando o motociclista acelera.

Com apenas 4 meses nas lojas, o PCX já é líder de mercado, superando seu “irmão” de marca, o Honda Lead 110. O ano ainda deve ter mais novidades para o Salão Duas Rodas, que acontece no mês que vem, e a Dafra, que atualmente possui o Smart 125 e Citycom 300i, já sinalizou que deve ter ao menos mais dois scooters no Brasil; um deles será o Maxsym 400i. A Yamaha, além da T-Max 530, que acaba de ter a importação confirmada pela empresa, deve apostar em um sucessor para o Neo, que saiu de linha neste ano no país.

 

Fonte: G1

Tags Related
You may also like
Comments

Comments are closed.