banner
IMG_0065

Uma verdadeira SportTouring cheia de tecnologia. Testamos a Honda VFR 1200

A VFR 1200 F foi lançada em 2011 pela Honda com a missão de resgatar a fama de vanguardista tecnológica da marca da asa. Bem que ela podia ter recebido a sigla NC (New Concept) que acompanha a Crossover da marca, afinal trouxe para o mundo das Sport Touring o inédito câmbio automático com dupla embreagem chamado de DCT.

IMG_0049

O design da VFR é singular, com uma carenagem em dupla camada que deixa seu perfil muito elegante e ao mesmo tempo arrojado. Trata-se de uma moto grande, com tanque largo e banco espaçoso. O farol em formato de “X” é moderno e confere esportividade para a dianteira, juntamente com a robusta suspensão invertida e a generosa bolha. Na traseira destaque para balança monobraço com eixo cardã integrado e para a bela rabeta. O acabamento é primoroso, com encaixes perfeitos em todas as peças e materiais de alta qualidade.

IMG_0059

Apesar de ser voltada para o uso rodoviário esportivo, a VFR possui uma posição de pilotagem que mescla agressividade com um ótimo nível de conforto. Ela não é apertada como as atuais “RR” e permite uma pilotagem relaxada até para pilotos mais altos ou acima do peso. Eu particularmente gostei muito e me senti à vontade já nos primeiros metros do teste.

IMG_0023

Antes de ligar o motor e partir para a parte prática, recebi uma valiosa explanação sobre os detalhes de funcionamento da moto, que aliás não é nada comum. Meu amigo Ypiranga Junior, instrutor da Cirne Honda Dream, me passou os detalhes sobre como utilizar o câmbio DCT. É interessante estar aos comandos da VFR, mais parece uma nave com tantos botões.

No punho esquerdo estão, além dos comandos comuns, as aletas para mudança das marchas quando o câmbio estiver no modo semiautomático. No punho direito fica o seletor dos modos de câmbio, com o dedo indicador você escolhe se prefere manual ou automático. Com o polegar, engata a posição Drive (trocas automáticas) ou volta ao neutro. Em movimento, o botão do neutro serve para acionar o ajuste esportivo das trocas (em maior rotação e com reduções mais sensíveis). O neutro não entra com a moto rodando. Caso necessário pode-se reduzir marchas com o polegar, mesmo que esteja pilotando no modo automático.

Captura de tela 2015-03-22 15.53.37

O sistema de dupla embreagem, acionado hidraulicamente por válvulas solenoides comandadas pela central, faz com que a marcha seguinte e a anterior já estejam engatadas, permitindo que possamos trocar as marchas no modo semiautomático sem desacelerar, o que é muito divertido e emocionante. É muito fácil se acostumar com essa comodidade, ainda mais quando percebemos que podemos nos concentrar melhor na pilotagem sem ter a preocupação de manter o sincronismo entre embreagem e pedal de câmbio.

IMG_0107

No modo automático as marchas são trocadas de forma muito precoce, deixando a pilotagem um tanto monótona. Preferi rodar no automático esportivo, pois as marchas esticam mais e podemos usufruir melhor da potência e torque do V4.

IMG_0005

Eu ainda não tinha pilotado uma moto com motor V4 e fiquei surpreso com o desempenho. Este tipo de motor mescla a suavidade e elasticidade dos motores 4 em linha com a força em baixa dos motores em “V”. São 172,7 cv de potência a 10.000 rpm e 13,2 kgf.m de torque a 8.750 rpm, ou seja, não falta disposição para arrancadas, ultrapassagens e altas velocidades.

IMG_9971

A VFR acelera pra valer, tal como uma superesportiva, só que com mais conforto e proteção aerodinâmica. O comando do acelerador é sem cabo, conectado por fios à potente central de processamento, que gerencia tudo, desde os freios ABS à injeção de combustível, passando pela ignição mapeada e chegando à transmissão dual clutch. É chamada pela Honda de PCM, Power Control Module.

IMG_0100

A VFR 1200 é capaz de rodar acima dos 250 km/h, claro que não pudemos constatar na prática, visto que esse teste foi realizado em pistas com limite de velocidade, mas posso garantir que chega aos 200 km/h num piscar de olhos e que sua estabilidade é sensacional. Nas curvas de alta o conjunto de suspensões firmes transmitem muita segurança e o chassi de alumínio não torce nada.

IMG_0112

Falando em segurança não poderíamos deixar de citar os excelentes freios. Com duplo disco na dianteira e disco simples na traseira a VFR conta com o consagrado sistema C-ABS da Honda, que além de evitar o travamento das rodas combina a frenagem da roda traseira com a dianteira.

IMG_0009

Em resumo é uma moto fantástica que possui alta tecnologia em sua construção e que proporciona uma nova experiência de pilotagem para os amantes das esportivas de turismo. A facilidade do câmbio DCT talvez assuste um pouco os mais puristas, mas não tenho dúvidas que surgirão mais e mais modelos com essa tecnologia até que torne-se algo comum e acessível a todos.

Captura de tela 2015-03-15 17.13.23

Tags Related
You may also like
Comments

Comments are closed.