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Testamos a Ducati Monster 796, uma obra de arte sobre rodas

Para nossa sorte, Natal parece estar definitivamente na rota das grandes marcas de motocicletas. Depois do sucesso de BMW e Harley-Davidson, eis que a famosa fabricante Italiana Ducati aporta por aqui. Apostando no crescimento do mercado premium no Brasil, a marca passou a montar boa parte de sua linha em Manaus, tonando seus preços mais competitivos e aumentando a rede de concessionários.

Foi com um sorriso de orelha a orelha que aceitamos o convite da concessionária Ducati Natal para testar a primeira das vermelhinhas a desembarcar por aqui, a Monster 796.

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O design inconfundível prende a atenção e quase nos faz esquecer que melhor que admirá-la seria pilotá-la. Preferências à parte é uma moto realmente linda, daquelas que dá pra decorar a sala da sua casa. O grande farol oval bipartido juntamente com a pequena bolha conservam a identidade visual da linha e ao mesmo tempo deixam a frente moderna e atual. Nas laterais o destaque fica para o grande motor bicilíndrico em “L” totalmente exposto, e para o belíssimo chassi tubular em treliça pintado na cor da moto. Na traseira a rabeta curta com duas ponteiras de escape elevadas e uma balança monobraço em alumínio completam o belo conjunto.

O tanque tem contornos sensuais e duas entradas de ar protegidas por telas de inox. O acabamento em geral é primoroso, com atenção aos mínimos detalhes. Não existem fios expostos e os poucos cabos que aparecem são muito discretos, milimétricamente posicionados.

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A Monster segue o padrão das primeiras motos nakeds, que eram simplesmente esportivas sem carenagem. Apesar de ter melhorado ano após ano, tornando-se um pouco mais confortável e fácil de pilotar, a 796 ainda é uma moto arisca e voltada para rodar em pistas bem pavimentadas.

Sua posição de pilotagem é agressiva, com pedaleiras recuadas e elevadas. O guidão é largo e baixo o que propicia controle e uma boa pegada para a pilotagem esportiva. O banco é confortável e estreito na junção com o tanque, facilitando a movimentação do piloto sobre a moto.

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Definitivamente a Monster não é uma moto indicada para se rodar no dia a dia. Ela é uma “puro sangue” feita para dar emoção ao piloto. O motorzão de dois cilindros em “L” capaz de gerar 87 cv de potência a 8.250 rpm e 8,8 kgf.m de torque a 6.000 rpm não gosta de baixas rotações e engasga com facilidade, pedindo marcha a todo momento para estar sempre “cheio”. Refrigerado a Ar, ele também esquenta um bocado no trânsito pesado. O som emitido pelas ponteiras é simplesmente contagiante e instiga a acelerar. Além disso, as suspensões são calibradas para o uso esportivo, sendo um pouco duras para enfrentar pisos irregulares.

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Na estrada a conversa é diferente e a Monster justifica cada centavo investido nela. O motor empurra que é uma beleza, com ótimas acelerações e retomadas. Mantendo a rotação na faixa ideal de uso até a vibração diminui e o desempenho é sensacional. Mesmo tendo uma potência menor que algumas concorrentes, o grande torque em conjunto com o câmbio de seis marchas bem escalonadas fazem dela páreo duro para qualquer tetracilíndrica.

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Aliás, o câmbio é macio e tem engates precisos, com uma 1ª marcha bem longa que permite chegar perto dos 100 km/h. Da 2ª à 5ª marcha os intervalos são mais curtos e o giro sobe rápido. A 6ª é longa como a 1ª e faz a Monster beliscar os 230 km/h, apesar de não ter quase nehuma proteção aerodinâmica.

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A ciclística segue o padrão da marca de Borgo Panigale. Com um chassi de treliça que torce muito pouco e suspensões muito bem ajustadas, ela faz curvas como gente grande. Os freios da grife Brembo são espetaculares, sem exagero. Acho que seriam capazes de parar com eficiência até uma Honda Gold Wing. Na dianteira dois discos gigantes de 320 mm com pinças de fixação radial e duplo pistão e na traseira um disco de 245 mm com pinça de pistão simples. Com ABS de série, a Monster freia com excelência e sem sustos.

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Os predicados esportivos cobram o preço na hora de levar uma garupa. O espaço destinado ao passageiro é mínimo e não há alças laterais, além disso, as pedaleiras são muito altas. Resumindo é uma moto para quem gosta de andar sozinho.

A 796 pode até encarar viagens mais longas, mas o piloto tem que calcular bem as paradas para abastecimento, pois o tanque tem capacidade para apenas 13,5 litros e autonomia não vai muito além de 250 km, além disso o belo painel digital não possui marcador de combustível, apenas uma luz que acende indicando a reserva.

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A unidade testada já está à venda por atraentes R$ 35 mil, e pode confiar, vale cada centavo…

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Conclusão

A Monster 796 é uma moto espetacular, cheia de estilo e que proporciona doses cavalares de emoção. Se você quer uma moto para diversão e tiros curtos ela é uma ótima pedida. Não bastasse ter tantas qualidades, ela ainda leva no tanque o lendário nome Ducati, que tem peso semelhante ao da Ferrari no mundo das quatro rodas.

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