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Linda e brutal, testamos a nova Ducati Diavel 1200 Dark

A Ducati Diavel 1200 causou um frisson mundial quando foi lançada por misturar a aparência bombada das roadsters americanas com a performance das puro-sangue italianas. Sucesso por onde passa, a fera braba de Borgo Panigale acaba de ser atualizada e nós já tivemos o privilégio de testa-la aqui na terra dos comedores de camarão.

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Está ficando até um pouco chato, toda vez que testamos uma Ducati começo o texto dizendo que o design é impactante, lindo e por aí vai. No caso da Diavel, o visual vai além de “lindo” e “impactante”, sus linhas são únicas e a moto parece ter saído direto do filme do Batman para as ruas. Nesta nova versão o farol deixou de ser redondo e passou a ser oval com a parte de cima achatada com iluminação por LEDs. As ponteiras de escapamento, o guidão, as entradas de ar e o banco também mudaram.

A versão que testamos é chamada de Dark, toda pintada em preto fosco com exceção dos tubos do escapamento. Confesso que nunca tinha visto uma moto sem qualquer detalhe colorido chamar tanto a atenção. A cara de malvada, o enorme pneu traseiro com 240 mm de largura (Pirelli Diablo Rosso II), a balança traseira mono braço e o grande motor exposto fazem com que a Diavel seja destaque por onde passa. O acabamento é primoroso, típico dos italianos, com detalhes que impressionam até aos mais exigentes.

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Para ligar a monstrinha basta estar com a chave no bolso e apertar o botão no punho direito. Imediatamente o belo painel e o impressionante display digital sobre o tanque se acendem, aumentando ainda mais a sensação de estar sobre uma máquina vinda do futuro. A posição de pilotagem é quase como a de uma big naked, sendo que o banco largo com apoio lombar passa mais segurança para as arrancadas. As pedaleiras são levemente recuadas e ficam numa altura confortável, assim como o guidão que não é muito largo e fica próximo ao piloto permitindo uma pilotagem com a coluna mais ereta.

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O coração desta bela máquina é mais uma das suas inúmeras qualidades. Trata-se de um L2 com 1.198 cm³ que rende nervosos 162 cv de potência máxima a 9.250 rpm e ignorantes 13,3 kgf.m de torque máximo a apenas 8.000 rpm. Tanta força bruta faz com que a Diavel seja capaz acelerar de 0 a 100 km/h tão rápido quanto uma Suzuki Hayabusa 1300. As arrancadas são incríveis e o pneuzão traseiro parece que vai arrancar o asfalto. O som das ponteiras berrando fazem-nos querer acelerar mais e mais até nos lembrarmos que não estamos em uma pista adequada para isto.

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Os primeiros quilômetros sobre a Diavel foram surpreendentes demais. Olhando para ela antes de experimenta-la eu imaginava uma moto lenta nas mudanças de trajetória, com guidão pesado e enorme dificuldade para rodar na cidade, ledo engano. Em movimento, a 1200 mostrou-se leve e ágil (para os padrões de uma custom roadster), com boa maneabilidade para o uso urbano. Neste quesito as ressalvas ficam por conta do calor excessivo do motor e para o câmbio barulhento e com engates duros.

Ela dispõe de três modos de pilotagem, Urban, Touring e Sport. No Urban a potência fica limitada a 100cv, no Touring a potência máxima é liberada mas entregue de forma mais suave, no Sport fica tudo liberado e patada é gigante. Para cada modo também é selecionada a intensidade do controle de tração e do ABS.

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Com relação a ciclística a Diavel conta com o que há de melhor. Chassi, suspensões e freios são excelentes e fazem, em conjunto, com que essa Ducati faça curvas com competência e pare tão rápido quanto acelera. O chassi é composto por uma pequena treliça de aço que usa o motor como parte essencial da estrutura, torce muito pouco e garante bom nível de estabilidade. As suspensões, invertida na dianteira e monoamortecida na traseira, são multireguláveis e saem de fábrica com calibragem esportiva, ou seja, é uma moto dura com pegada esportiva.

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Os freios acompanham o nível elevado de todos os componentes da moto e contam com duplo disco de 320mm na dianteira, mordidos por poderosas pinças radiais Brembo, além de um competente disco de 240 mm na traseira. Ela realmente para tão rápido quanto acelera e o ABS está muito bem caibrado.

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Assim como foi dito acima, o câmbio de 6 marchas possui engates um tanto duros e ásperos, mas seu escalonamento é adequado para a proposta da Diavel. O grande torque disponível faz com que as retomadas sejam vigorosas e as ultrapassagens rápidas e seguras. Na estrada se sobra motor falta proteção aerodinâmica e trajetos mais longos tornam-se cansativos apesar do conforto do assento.

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Não perdemos tempo medindo o consumo, afinal trata-se uma “Muscle Bike”, na qual o que importa é quantos metros de borracha ela consegue deixar no asfalto em cada arrancada. Mas pode ficar tranquilo, o tanque comporta 17 litros, suficiente para muita diversão.

O painel mais parece um tablet, com todas as informações que você precisa em um grande display digital sobre o guidão um display menor sobre o tanque que concentra o indicador de marcha e os modos de pilotagem.

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Enfim, a Ducati Diavel é uma das motos mais legais que já pude pilotar, com personalidade forte e design único. Com preço em torno de R$ 70 mil, é uma ótima opção para quem busca adrenalina com estilo e exclusividade, afinal com ela você não nunca passará despercebido.

Agradecimento: Ducati Natal

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