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Briga de cachorro grande! Comparamos BMW R 1200GS Adventure, Triumph Explorer 1200 e Super Ténéré 1200

Esse, para nós apaixonados por motocicletas, é o que podemos chamar de comparativo dos sonhos. Três supermáquinas aventureiras prontas para ir comprar o pão na esquina ou dar a volta ao mundo a qualquer momento. BMW R 1200GS Adventure, Triumph Explorer 1200 e Yamaha Super Ténéré 1200 são as Mercedes-Benz GL 250, Land Rover Discovery 4 e Mitsubishi Pajero Full das motos respectivamente. Dotadas de grandes motores, alta tecnologia, muito conforto e segurança.

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Sempre começo meus textos falando da beleza das motos, algo que aprendi a admirar ainda criança, tal qual a beleza feminina. São três escolas de design bastante distintas e que preservam o DNA das suas fabricantes.

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A BMW é de longe a mais impressionante das três, com suas formas extravagantes e diversos protetores, ela é a mais volumosa deste comparativo. Seu enorme tanque feito de alumínio tem capacidade para 30 litros e confere ao trator alemão um porte avantajado. Ela possui o típico desenho amado por uns e odiado por outros, com muita personalidade. Se é bonita ou não é questão de gosto pessoal, a unica certeza é que ela não passa despercebida em lugar algum.

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O nível de acabamento mostra o elevado cuidado da marca bávara com cada detalhe. Encaixes perfeitos, materiais nobres por todo lado. Não procure por gambiarras, fios soltos ou qualquer outro tipo de falha que você não vai encontrar. A cor branca com detalhes azuis da versão testada, na minha opinião é a mais bonita disponível.

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Na concorrente britânica imperam as linhas esportivas, cortes retos e frente imponente. O tanque também é volumoso (20 litros), mas não lembra uma carreta Scania como o da BMW. A Explorer é a mais estreita das três, com um perfil que transmite leveza quando posta lado a lado com as outras. O acabamento também é muito bom, mas um nível abaixo da Adventure, principalmente pela escolha de materiais menos nobres em alguns detalhes.

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A Super Ténéré é a unica que não adotou  a frente “bicuda” com para-lama alto fixo na carenagem dianteira. Ela conserva o mesmo estilo de design que a consagrou nos anos 80 e 90, porém com linhas modernas e ousadas. A frente imponente com faróis duplos chama a atenção e todo o conjunto transmite harmonia. A cor da versão testada talvez seja a mais discreta, pessoalmente gosto de cores vivas em motos, como por exemplo o tom amarelo da versão comemorativa dos 60 anos da Yamaha. O acabamento é bom, mas quando comparada com as europeias fica devendo.

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Mais importante que opinião sobre design é saber como elas se comportam em ação. Mantendo a mesma ordem, rodei primeiro com a Adventure. A sensação de estar sobre ela é surreal, parecia que eu estava guiando um transatlântico em meio aos carros. A moto é muito grande mesmo, mas muito fácil de pilotar. É surpreendente como ela se torna suave e leve quando está em movimento, todo aquele volume fica totalmente sobre controle.

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A posição de pilotagem é bastante agradável, com as pernas relaxadas e encaixadas no tanque, braços altos e abertos por causa do guidão largo e coluna totalmente reta. O conforto é algo a se elogiar, realmente é uma moto que te convida a rodar milhares de quilômetros.

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O motor é o tradicional dois cilindros boxer, agora refrigerado a líquido entrega ótimos 125 cv de potência máxima e 12,7 kgf.m de torque. As arrancadas são muito rápidas e vigorosas e o som do escapamento quando aceleramos forte é algo sensacional. A força em baixa rotação da Adventure se destaca das demais, propiciando uma tocada mais na mão, transmitindo mais confiança nas retomadas e ultrapassagens.

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Mas a gigante alemã não é apenas força bruta, ela vem repleta de tecnologia para controlar tamanha força e peso. Suspensão com regulagem eletrônica que ajusta a traseira de acordo com as condições de pilotagem (Dynamic ESA), controle de tração com cinco modos de condição de pista (Road, Rain, Dynamic, Enduro e Enduro-Pró) além de freio ABS desligável são alguns dos mimos da Adventure. Não é de se estranhar tantos botões no punhos, algo que leva uma certo tempo para se aprender a mexer. O painel é bem completo com mostradores analógicos e uma display digital que conta com informações de sobra.

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A concorrente nipônica também se mostrou ótima em movimento com uma pilotagem fácil e dócil em baixas velocidades e feroz em altos giros. A posição de pilotagem difere um pouco das outras duas, com o piloto menos encaixado no tanque, o que transmite uma sensação de estar mais “sobre” do que “dentro” da moto.

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Mesmo não estando tão encaixado no tanque quanto gostaria, me senti bastante à vontade na Super, o banco é bem confortável e a posição de guidão e pedaleiras deixaram-me relaxado com a coluna ereta.

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A receita de motorização com dois cilindros em linha já é consagrada e não deixou a desejar neste modelo. Com 112c cv de potência máxima e 11,9 kgf.m de torque máximo, é o menos potente dos três, porém não faz feio, aliás, é o ponto forte da moto junto com sua ciclística. O câmbio é suave e as suspensões macias. A “ST” faz curvas com muita segurança e nas retas parece inabalável, com uma ótima proteção aerodinâmica.

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Na eletrônica ela conta com controle de tração desligável de dois níveis e freios ABS combinados. O novo painel agora é bem completo e totalmente em LCD, com informações fáceis de visualizar, achei o melhor entre as três.

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Diretamente da terra da rainha, a Triumph Explorer chegou mesmo para incomodar as rivais. Com seu motorzão três cilindros em linha e empolgantes 137 cv de potência máxima e 12,3 kgf.m de torque máximo ela é a mais rápida deste comparativo. A suavidade deste motor convida a rodar milhares de quilômetros e o som do escapamento encanta até mesmo os fãs de esportivas.

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A entrega de potência é um pouco bruta demais para uma Big Trail, com certeza é a mais difícil das três na pilotagem Off-road. Porém no On-road ela leva grande vantagem. Suas formas mais esguias e posição de pilotagem mais agressiva fazem com ela saia-se muito melhor nas curvas e até mesmo no uso urbano, tedno mais facilidade de passar entre os carros.

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Em termos de conforto fica um pouquinho atrás das rivais, porém ainda em um nível de “globetrotter”. A proteção aerodinâmica também é excelente, o grande para-brisa desvia bem o vento mesmo de pilotos mais altos. Os freios são bem potentes, aliás como nas demais, possuem ABS desligável. O pacote eletrônico também inclui controle de tração em dois níveis possíveis, este também com a possibilidade de ser desligado.

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Em resumo podemos dizer que a BMW é a mais completa das três, com um comportamento muito bom tanto no On quanto no Off, a Triumph é a melhor na pista pavimentada mas fica devendo no Off e a Yamaha fica no meio do caminho entre as duas. São super máquinas, qualquer uma delas satisfaz o mais exigente dos motociclistas.

 

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