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A última será a primeira? Testamos a Honda CB 500 X

Ela foi a última da nova família 500 a ser lançada pela Honda no Brasil, mas não se iluda, a CB 500 X chegou com a responsabilidade de tornar-se a mais vendida das três. Para comprovar se a nova “X” possui as qualidades necessárias para alcançar esse objetivo, colocamos ela à prova no trânsito, na estrada e no off-road em uma viagem para Santa Cruz, a terra de Sata Rita de Cassia.

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Seguindo o estilo atual de design da Honda na sua linha trail/crossover, a CB 500 X possui traços semelhantes à NC 700 X, mas na minha opinião ela é ainda mais bonita. O farol é o mesmo da 500 F, no entanto, com a nova carenagem parece diferente. A frente é robusta, conta com para-lama baixo e o já tradicional “bico de pato”. A rabeta tem alças exclusivas, mais condizentes com o estilo aventureiro.

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O acabamento segue o nível das outras duas, com encaixes perfeitos das peças plásticas e boa qualidade dos materiais. O motor da X é o único pintado em cinza claro, o que deixa-o mais em evidência. O painel é completo e de fácil visualização, sua iluminação é na cor âmbar.

Partindo da Zona Norte, seguimos pela Avenida Bernardo Vieira rumo à BR 101. No trânsito típico deste trajeto, a 500 X se comportou muito bem. A posição de pilotagem é confortável e deixa o piloto em posição de ataque, com braços abertos e pés levemente recuados.

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Passei com facilidade no corredor entre os carros e gostei muito da sua maneabilidade. O centro de gravidade é baixo e, mesmo com o tanque cheio, a CB mostrou-se leve e ágil. O bom torque já nas rotações mais baixas ajuda a trocar menos de marcha. O motor vibra pouco e tem funcionamento suave.

Outro ponto que gostei bastante no uso urbano foi a eficiência do sistema de refrigeração, ela esquenta pouco para uma moto de média cilindrada. As suspensões, 20 mm mais altas que as da CB 500 F, não são tão macias como as de uma XRE por exemplo, mas dão conta da buraqueira nossa de cada dia. Os freios são excelentes. A versão que testamos possuía ABS e parou ao menor toque do manete quando necessário.

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Apesar de ter gostado muito da CB 500 X no uso urbano, pude constatar que é na estrada onde ela se sai melhor. O motor bicilíndrico em linha com defasagem de 180º no virabrequim e eixo balanceador é uma delícia, sobe de giro rápido e proporciona boas retomadas de velocidade. Manter os 120 km/h permitidos na maior parte da viagem foi uma tortura, a vontade era rodar acima dos 150 km/h. O câmbio manual de seis marchas é macio e tem engates precisos. Rodando na sexta marcha praticamente não sentimos vibração.

Assim como a F e a R, a 500 X é limitada eletronicamente a 185 km/h de velocidade máxima, mas com certeza têm fôlego para chegar aos 200 km/h. A proteção aerodinâmica é satisfatória e o pequeno para-brisa , com duas posições de regulagem, desvia bem o vento por cima do capacete.

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Com suspensões mais altas, era de se esperar que ela não fosse tão estável quanto as suas irmãs, mas mesmo assim a X faz curvas com competência. A única ressalva fica para as curvas de alta, nas quais ela balança um pouco quando pega vento lateral. Os pneus, apesar de terem um desenho que sugere uso misto, são mais apropriados para o asfalto e proporcionam ótima aderência nessas condições.

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Chegando a Tangará resolvemos seguir para Sítio Novo em direção ao Castelo de Zé do Monte, conhecido ponto turístico da região. A CB tirou de letra a estradinha de calçamento cheia de subidas e curvas que leva ao castelo. Depois de uma bateria de fotos aproveitando a beleza do lugar, partimos para a parte off-road do teste seguindo por uma estrada de terra até Santa Cruz.

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A “estrada” na verdade era quase uma trilha e, não vou mentir, sofri um bocado. As rodas de liga leve de 17″ calçadas com pneus voltados mais para o “On” que para o “Off”, passavam a todo momento a sensação de que eu iria cair na próxima curva, felizmente isso não aconteceu. As suspensões também se mostraram um tanto duras para esse tipo de terreno, fazendo-me sacolejar bastante nas seções de costelas.

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Depois de quase uma hora de muito barro, pedras, valas, costelas e buracos finalmente chegamos à terra de Santa Rita, onde pudemos descansar um pouco para retornar a Natal.

Conclusão

A CB 500 X é a melhor opção entre as três da família 500 da Honda. É a mais versátil e se sai muito bem tanto na cidade quanto na estrada, além de ser capaz de passar eventualmente por estradas não pavimentadas.

cb 500 x

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